Asma alérgica: causas, sintomas e como tratar

28 jul, 2022 | Dr. André Aguiar Gauderer | No Comments

Asma alérgica: causas, sintomas e como tratar

asma

Você sabia que existe um Dia Mundial da Asma? Desde 1998, o planeta aproveita anualmente a primeira terça-feira de maio para falar sobre essa condição que afeta, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 334 milhões de pessoas. No entanto, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Então, vamos falar sobre asma?

Ela é uma doença crônica que acomete vias respiratórias. O principal foco é nos brônquios, canais por onde o ar passa até chegar aos pulmões. Afinal, essas estruturas tubulares ficam inflamam, ficam inchadas e produzem secreção, o que dificulta a respiração e causa sintomas como tosse e falta de ar.

Sumário

Alguns fatos sobre a asma

Segundo uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a doença é mais comum em mulheres do que em homens. Em pessoas adultas, a doença acomete 9,8% do público feminino e 6,1% do masculino no país.

O curioso é que a proporção em crianças é diferente. Entre os pacientes infantis dos Estados Unidos, 8,4% são meninos e apenas 5,5% são meninas.

Além disso, o estudo apontou que o índice de asma em crianças negras é três vezes superior ao registrado em outras etnias.

Entre as doenças respiratórias é a terceira que mais causa internações e a quarta que mais mata. Segundo a OMS, cerca de 250 mil pessoas morrem por ano por complicações relacionadas a essa condição – a maioria em países subdesenvolvidos e idade avançada.

Asma alérgica x asma não alérgica

Chamamos de asma a doença crônica que se caracteriza por inflamação e inchaço dos brônquios. Mas você sabia que essa condição pode ser alérgica ou não alérgica?

Os dois tipos de asma têm sintomas similares e demandam controle constante. No entanto, como os gatilhos são diferentes, é vital saber identificar para conduzir o tratamento mais adequado. Portanto, busque auxílio de um médico para saber exatamente o que você tem.

Entenda a sua forma de origem alérgica

Segundo a Asthma and Allergy Foundation of America, entidade dos Estados Unidos que se dedica especificamente ao tema, 60% dos casos de asma têm origem alérgica. São os episódios em que a asma é uma consequência de uma reação alérgica.

Portanto, a asma nesses casos é uma reação do corpo ao contato com alérgenos. Os gatilhos mais comuns para essa condição são:

  • Ácaro;
  • Pólen;
  • Pelos de animais de estimação;
  • Fumaça e pó;
  • Poluição;
  • Odores fortes;
  • Vapores químicos;
  • Fezes de barata

No entanto, embora seja menos comum, a asma alérgica também pode ser disparada por alimentos ou outros fatores, como mudança de tempo.

Essa lista de gatilhos muda um pouco para bebês ou crianças de até 4 anos. Nessa faixa etária, os principais causadores de asma alérgica são infecções por vírus.

Entenda a sua forma não alérgica

A principal diferença entre a asma alérgica e a não alérgica é o tipo de gatilho. Na segunda condição, a doença está mais relacionada a fatores como exercício físico, estresse, ansiedade ou qualidade do ar.

A asma não alérgica é mais comum entre os adultos e responde por menos de 40% dos casos.

Há dois tipos de testes que podem identificar que tipo de asma a pessoa tem. É possível fazer um teste de alergia na pele ou um exame de sangue. Nos dois casos, os procedimentos medem a relação do corpo com diferentes alérgenos.

É uma doença transmissível?

Independentemente do tipo, a resposta é não. A asma é uma doença ligada à carga genética. Se um dos pais a tiver, a probabilidade de a criança ter a doença varia entre 25% e 50%. Se a condição afetar os dois pais, essa chance chega a 75%.

Principais sintomas

sintomas da asma

A asma é uma doença facilmente reconhecível pelos sintomas. Pessoas acometidas por essa condição têm falta de ar, dificuldade para respirar, sensação de aperto no peito ou peito pesado, chiado no peito e tosse. Além disso, é possível identificar mudanças no padrão respiratório e no posicionamento dos ombros.

A intensidade e a lista de sintomas mudam muito durante a vida, mas há períodos em que as pessoas asmáticas estão mais suscetíveis a crises. Normalmente, episódios mais graves acontecem nos períodos em que a qualidade do ar está pior e são mais fortes durante a noite, quando o sono é mais pesado e o padrão respiratório muda.

Como é o diagnóstico

O diagnóstico é clínico. Para isso, o médico considera fatores como histórico familiar, sintomas e exames físicos. Além disso, pode pedir radiografia de tórax e raio-X de seios da face para um diagnóstico diferencial.

A partir disso, o médico pode pedir testes específicos para identificar se ela é de origem alérgica ou não.

Como é o tratamento

Não existe cura para a asma. Portanto, o foco do tratamento deve ser a redução de sintomas e possíveis causas.

O tratamento pode ser medicamentoso ou não medicamentoso, e a definição desse caminho depende de aspectos como sintomas e gravidade. Em crises, por exemplo, o tipo de relação com a doença é diferente do que acontece no dia a dia.

No resgate de crises, é vital uso de medicamentos inalatórios – principalmente os broncodilatadores -, além de glicorticóides (inalatórios e orais) e fisioterapia respiratória. As crises podem ser graves e necessitarem de oxigênio.

Com o correto diagnóstico e tratamento é possível ter ganho na melhoria da qualidade de vida. Na Policlínica Botafogo contamos com tratamento, vacinas para alergias e uma equipe médica especializada para monitorar os avanços do seu quadro clínico. Agende uma consulta.

Comentários

Deixe seu comentário

Nossos comentários são respondidos pelo Dr. André Aguiar Gauderer, alergista e imunologista

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Porque meu filho tem tantas crises de asma? Quais são os sintomas da asma?