Rinite atacada – O que fazer

23 jul, 2022 | Dr. André Aguiar Gauderer | No Comments

Rinite atacada – O que fazer

Muitas pessoas se perguntam o que pode deixar a rinite atacada. Para começar, pode ser o pó, o contato com um animal, um perfume ou só uma mudança no tempo. Basta um desses gatilhos, e o nariz já começa a coçar. Quem está com a rinite atacada sabe o tamanho do problema de lidar com a rinite atacada, mas você sabe por que isso acontece ou como lidar com as crises? Então, hoje vamos falar sobre a rinite atacada.

Antes de focar na rinite atacada, porém, é importante conversarmos um pouco sobre a doença. A rinite é uma inflamação das mucosas do nariz. Pode ser alérgica ou não alérgica, e há estimativas de que até 25% da população mundial sofre com esse problema. No Brasil, o índice de pessoas que convivem com a rinite chega a metade da população adulta.

Sumário

Por que sofremos com a rinite atacada

O nariz é uma arma vital para as defesas do corpo humano. Afinal, inalamos a todo tempo uma série de substâncias potencialmente tóxicas ou irritantes. No entanto, temos um mecanismo que impede que esses elementos cheguem aos pulmões.

Então, a obstrução nasal é uma dessas barreiras. Quando entramos em contato com substâncias que o corpo identifica como ameaças, as mucosas se inflamam para impedir a passagem. Isso gera espirros e coriza.

Com isso, o que as pessoas costumam chamar de rinite atacada é o que acontece quando essa reação é exagerada e duradoura, e a rinite alérgica é provocada por contato com elementos alérgenos.

O que deixa a rinite atacada?

Um dos fatores mais relevantes para alergias é a predisposição genética. Se duas pessoas alérgicas têm um filho, por exemplo, essa criança tem pelo menos 50% de chances de desenvolver uma reação também.

A hereditariedade também vale para a rinite alérgica, ainda que os pais não tenham manifestado os sintomas. Também é importante dizer que a intolerância a algumas substâncias pode demorar a aparecer – é possível que uma criança conviva bem com mudanças de tempo, por exemplo, mas isso se torne um gatilho depois de a pessoa envelhecer.

A lista de gatilhos para a rinite inclui coisas como ácaros, poeira, pólen, fungos, pelos e penas de animais, produtos químicos e mudança de tempo.

A rinite alérgica não tem cura. Portanto, o tratamento passa por mudança de hábitos e por evitar contato com os gatilhos.

Principais sintomas da rinite

Os sintomas da rinite podem variar de acordo com o gatilho de cada pessoa, então normalmente quando a rinite está atacada, os sintomas mais comuns são:

  • Espirros;
  • Coriza;
  • Tosse;
  • Dor de cabeça;
  • Coceira no nariz e nos olhos;
  • Olhos lacrimejando

A rinite também pode ter vínculo com comorbidades como asma, otite, sinusite e ronco.

Como evitar a rinite atacada

Há uma série de ações que podem mitigar os efeitos e até reduzir a incidência de crises de rinite. Você pode tirar o pó dos móveis com mais frequência, evitar cortinas, carpetes e bichos de pelúcia, usar máscaras quando tiver contato com produtos de limpeza e preferir perfumes neutros, por exemplo.

A alimentação também é um importante aliado. Mantenha-se hidratado e consuma alimentos como abacaxi, alho, cúrcuma, gengibre, mel, maçã e peixes. Grãos e sementes, por terem flavonoides, têm efeito anti-inflamatório e são outra boa opção no cardápio.

Em contrapartida, convém evitar alimentos refinados, industrializados e processados, além de bebidas fermentadas, pimenta e embutidos. Afinal, os itens dessa lista podem desencadear crises respiratórias e eventualmente conter alergênicos.

Alguns estudos mostram que o aumento de consumo de leite leva a uma maior concentração de muco nas vias aéreas, mas não existe consenso sobre isso.

O que fazer quando a rinite está atacada?

Mudanças comportamentais podem minimizar os efeitos da rinite, mas é vital que essas medidas sejam tomadas com apoio e acompanhamento médico. Um dos principais motivos para isso é que esse cuidado pode ajudar as pessoas a identificarem o que causa as crises e como cuidar especificamente disso.

Outro motivo para o apoio médico ser vital é que existem abordagens adicionais. É possível, por exemplo, fazer tratamento farmacológico e sessões de imunoterapia. Não existe uma solução para a rinite, mas dá para reduzir os sintomas.

O tratamento farmacológico é o uso de medicações que aliviem os sintomas ou diminuam a resposta do organismo aos alérgenos. É o caso dos anti-histamínicos ou dos corticoides nasais tópicos, por exemplo.

A imunoterapia baseia-se na administração de altas doses de vacinas para alergia, que reduzem sintomas e a necessidade do uso de medicação. É um processo de longo prazo, e as melhoras costumam ser observadas a partir de 6 meses de aplicação. Portanto, apesar de ter resultados promissores, essa alternativa é mais indicada para casos de doenças severas ou baixa resposta individual ao tratamento com medicação. A terapia costuma durar até 5 anos.

Por fim, é importante fazer lavagens nasais com soro fisiológico. A assiduidade dessa limpeza contribui para aliviar o entupimento e retirar impurezas ou substâncias que podem ser gatilhos para as crises.

Aqui você pode ver mais sobre rinite alérgica

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