Alergia a penicilina – alergia a antibióticos

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Alergia a penicilina – alergia a antibióticos

alergia a penicilina

As penicilinas são os antibióticos mais usados no mundo, principalmente em crianças. Porém uma grande parte da população refere ter alergia a  penicilina e é obrigada a usar outros medicamentos que podem não ser tão eficazes. Como podemos saber se alguém é alérgico a penicilina? 

Primeiro vamos esclarecer algumas coisas. A grande maioria das pessoas que acham que têm alergia a penicilina na verdade não são alérgicos a esse antibiótico.

Estudos mostram que de cada 10 pessoas que referem alergia a penicilina apenas 1 comprovadamente é após a realização dos testes para alergia a medicamentos. Muitas vezes a história do paciente é muito antiga: Minha mãe disse que tive uma alergia após usar benzetacil quando criança e nunca mais tomei nenhum antibiótico da família das penicilinas. Pode ser que na verdade você nunca tenha sido alérgico a penicilina ou então com o passar do tempo deixou de ser.

Estudos mostram que 50% dos pacientes deixam de ter alergia a penicilina após 5 anos e 80% perdem a alergia após 10 anos. 

Vamos esclarecer algumas crenças: 

O fato de meu pai ou irmão ser alérgico a penicilina não aumenta a chance de eu ser alérgico também. Alergia a medicamento não é hereditária.

O fato de eu ser alérgico a poeira, ter rinite, sinusite, bronquite ou outra doença alérgica não aumenta a chance de alergia a medicamentos.

 Dito isso, quais os sintomas de alergia a penicilina?

 A pele é o local mais envolvido, geralmente com placas vermelhas e inchadas tipo urticária, que podem coçar. Pode também haver inchaços no rosto, broncoespasmo (falta de ar no pulmão), edema de laringe (aperto na garganta ou alteração da voz), sintomas abdominais como diarreia e vômitos e até evoluir com choque anafilático.

 Como confirmar a alergia a esse antibiótico?

 Se você suspeita por qualquer motivo que seja alergico a penicilina deve procurar o alergista para ser avaliado.

Ao deixar de usar o antibiótico de escolha receitado pelo seu médico e trocar por outro de segunda escolha você pode deixar de usar o melhor remédio para sua condição, pode ter que pagar mais caro por outra medicação ou usar um antibiótico com mais efeitos colaterais e que seja menos eficaz. E talvez, no final das contas, você nem seja alérgico aquele antibiótico na verdade.

O alergista vai ouvir sua história e o mais importante é você saber relatar seus sintomas após a utilização do antibiótico e o tempo que demorou para aparecerem. É importante saber tambem quantas vezes voce teve a reação alérgica e há quanto tempo foi a última e se você estava em uso de outros medicamentos.

Após essa conversa o médico irá determinar se é preciso fazer o teste de provocação medicamentosa.

As vezes a história do paciente é tão sugestiva de alergia a penicilina que nem é preciso do teste e o diagnóstico é basicamente clínico.

Muitas vezes não temos certeza apenas pela história, seja por ter acontecido há muito tempo, pelos sintomas não serem tão característicos de alergia ou pelo fato do paciente ter usado outros medicamentos juntos. Nesse caso é preciso fazer o teste de provocação medicamentosa.

 Teste de alergia a medicamentos (provocação medicamentosa)

É o método preferido para avaliação e diagnóstico das alergias medicamentosas.

Não deve ser usado como triagem de pacientes que nuca tiveram alergia ao medicamento. Isso que dizer que não se faz o teste antes do paciente ter uma reação alérgica ao tomar o antibiótico.

 Consiste em testar no paciente os medicamentos que ele refere ter tido alergia.

Inicia-se com um prick teste ou teste de punctura: Coloca-se uma gotinha do medicamento a ser testado no antebraço do paciente e com uma lanceta se faz um pequeno furinho. Igual ao teste alérgico de poeira, alimentos, etc que todo alergista faz no consultório.

Posteriormente se faz o teste intradérmico com a medicação diluída: Uma pequena quantidade do medicamento é injetado logo abaixo da pele para avaliar se haverá uma reação alérgica.

alergia a penicilina

Se não houver reação nenhuma é feito a administração do medicamento em doses progressivamente maiores no paciente. Esse é o teste de provocação. Deve ser feito em ambiente hospitalar, por profissional alergista com experiência em tratar reações alérgicas e com todo material de resgate e necessário.

 Porque é tão difícil achar um lugar para fazer o teste de medicamento?

Para ser seguro o teste deve ser feito em ambiente hospitalar. Mesmo seguindo o protocolo, ainda assim existe uma chance real do paciente apresentar uma reação alérgica durante o teste e o médico deve estar em um local preparado para medicar o paciente.

Não é seguro fazer esse teste em um consultório em um edifício comercial. Se o paciente tem uma alergia deverá ser transferido para o hospital e muito tempo pode ser perdido até isso acontecer.

O serviço de alergia da Policlínica de Botafogo encontra-se dentro do hospital e por esse motivo pode realizar o teste de alergia a medicamento com toda segurança.

Fazemos com frequência teste para alergia a penicilina, alergia a anestésicos, alergia a antibióticos, alergia a anti-inflamatórios e outros medicamentos.

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