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Urticária cronica e formas de tratamento

urticária cronica

urticária

 

A urticária afeta pessoas de todas as idades e é bastante comum. Quase uma em cada cinco pessoas terá um episódio de urticária durante a vida.

A forma cronica da doença afeta aproximadamente 1% da população geral

Devido à semelhança dos sintomas da urticária cronica com os observados em pacientes que sofrem de reações alérgicas a medicamentos ou alimentos, a condição geralmente leva à busca de uma causa externa.

Na maioria dos casos crónicos, nenhum fator desencadeante é identificado e o tratamento é controlar os sintomas e evitar os desencadeadores.

O que é urticária cronica?

A lesão característica da urticária são placas avermelhadas e elevadas na pele (como calombos ou lanhados), que coçam muito e somem espontaneamente, ou com tratamento, em menos de 24hs, sem deixar sequelas.

urticária cronica

urticária cronica

Qualquer urticária que dure mais de 6 semanas, na maior parte dos dias da semana é chamada de cronica. Não é preciso ter lesões todos os dias, mas na maior parte deles (3-4x/semana por exemplo)

40% dos pacientes têm também angioedema associado, que são os inchaços mais profundos.

angiodema

angiodema

10% têm apenas angioedema, sem as lesões típicas da urticária.

Urticaria cronica acomete até 1% da população e geralmente as lesões são espontâneas, sem um fator causador aparente.

Em alguns pacientes um processo autoimune pode estar envolvido

20% dos pacientes têm fatores externos que estimulam o aparecimento das lesões. São as chamas urticária induzidas

  • Dermografismo

  • Ao frio

  • Ao calor

  • Por pressão

  • Por vibração

  • Sol

  • Colinérgica

  • Por contato

  • Aquagênica

     

Nos 80% dos casos que não têm um fator externo responsável pela crise chamamos de:

Urticária cronica idiopática ou Urticária cronica espontânea

Como 40% dos pacientes parecem apresentar um fator autoimune também pode-se chamar de:

Urticária cronica autoimune.

Pode acometer qualquer idade embora seja mais comum dos 30 aos 50 anos de idade.

É muito comum o aparecimento de mais de um tipo de urticária cronica na mesma pessoa, como, por exemplo, dermografismo e urticária cronica idiopática

dermografismo

dermografismo

É uma doença autolimitada, vai se curar sozinha com o tempo. Dura em média 2 a 5 anos.

Infelizmente, 13% dos pacientes vão sofrer uma recorrência de sua doença após algum tempo da cura

A coceira costuma ser muito intensa e afetar severamente o cotidiano do paciente. Pode também piorar com estresse e ansiedade

Qualquer parte do corpo costuma ser afetada embora locais onde a pele é apertada costumem ser mais acometidos (calça apertada na cintura, elásticos do sutiã apertados etc)

As lesões da urticária cronica somem após 24hs sem deixar sequelas ou cicatrizes.

Alguns pacientes referem piora dos sintomas ao usar medicamentos como anti-inflamatórios.

Os locais mais frequentes do angioedema são

  • Face

  • Lábios

  • Pálpebras

  • Mãos

  • Pés

  • Língua

  • Genitália

     

angioedema em lábio

angioedema em lábio

Diagnóstico de urticária cronica

O diagnostico é clínico e na maioria das vezes nenhum exame laboratorial vem alterado. Apesar disso o consenso é solicitar exames básicos para descartar outras doenças

Raramente é solicitado uma biópsia da pele para confirmar o diagnóstico ou afastar outras doenças, como vasculite urticariforme.

Qual o tratamento da urticária cronica?

Tratamento de primeira linha:

Antialérgicos de segunda geração, que não dão sono. Controlam entre 50-95% das pacientes.

Os principais antialérgicos são:

  • Loratadina (Claritin, Loratamed)

  • Cetirizina (Zyrtec)

  • Desloratadina (Desalex, Esalerg, Aloff)

  • Levocetirizina (Zina, Zyxen, Rizi)

  • Bilastina (Alektos)

  • Fexofenadina (Allegra, Fexodane)

  • Rupatadina (Rupafin)

  • Ebastina (Ebastel)

antialérgico

antialérgicos no tratamento da urticária cronica

Os antialérgicos mais modernos de segunda geração são remédios extremamente seguros, não engordam, não têm corticoide e não costuma dar sono.

Podem ser administrados em altas doses (até 4x/dia) e por tempo prolongado, anos e preciso.

É aconselhável evitar o uso de anti-inflamatórios como aspirina e dipirona, uma vez que 30% dos pacientes com urticária cronica desencadeiam crises após a ingesta desses medicamentos.

O que fazer se o paciente não ficar controlado apenas com antialérgicos?

Tratamento de segunda linha

Alguns estudos sugerem associar o uso de outros medicamentos como

  • Antialérgicos de primeira geração, a noite pois dão sono

  • Antileucotrienos

  • Antidepressivo como a doxepina a noite

  • Inibor H2 como a ranitidina

Corticoide na urticária cronica

Seu uso no tratamento de urticária cronica deve ser evitado ao máximo.

É verdade que o corticoide consegue controlar as lesões mais difíceis enquanto o paciente está em uso porém no longo prazo os efeitos adversos são muitos e contraindicam seu uso

Por um período curto de tempo, em uma crise mais severa, ele pode ser usado. Mas se está precisando usar com frequência seria o caso de passar para a próxima fase do tratamento

Tratamento de terceira linha

Omalizumabe (Xolair)

  • Aprovado no Brasil e já consta no ROL de procedimentos da ANS (ou seja, seu convênio e o governo devem pagar)

  • 1 injeção subcutânea de 300 mg a cada 4 semanas

  • 30-45% dos pacientes não têm lesões após o terceiro mês

  • Quanto associado com antialérgicos em dose de 4x/dia 80% dos pacientes ficam sem lesões

  • Devido ao RARO risco de anafilaxia deve ser administrado em ambiente hospitalar

     

Xolair

Xolair

Um novo imunobiológico, ligelizumab, ainda não disponível vem apresentando resultados muito satisfatórios para o tratamento da urticária cronica

Quarta linha de tratamento

Imunossupressores e drogas alternativas na urticária cronica

  • Ciclosporina

  • Sulfassalazina

  • Micofenolato

  • Dapsona

  • Hidroxicloroquina

  • Fototerapia

     

Esses medicamentos são cada vez menos usados e apenas em casos que não responderam a todos os tratamentos anteriores.

Quer saber mais sobre os outros tipos de urticária, clique aqui.

 

 

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