Rinite alérgica

Existe tratamento

O diagnóstico correto possibilita a tomada de decisões adequadas

É uma inflamação da mucosa do nariz levando a sintomas como:

. Nariz entupido e congestão nasal
. Nariz escorrendo e coriza
. Espirros
. Importante coceira nasal e também em ouvidos, garganta e céu da boca
. Diminuição do olfato
. Sensação de ouvido entupido e pressão nos ouvidos
. Secreção para a parte posterior do nariz podendo levar a tosse.

Toda rinite é de causa alérgica?

NÃO. A rinite alérgica é um tipo de rinite, a mais comum, porém não é a única. Existem diversos tipos de rinite e é importante para o tratamento adequado diferenciar entre esses tipos pois o tratamento também é diferente e deve ser individualizado.

A rinite alérgica é comum?

Muito comum. Entre 20-40% da população brasileira têm rinite, sendo mais frequente em crianças e jovens.

É uma inflamação da mucosa do nariz levando a sintomas como:

. Nariz entupido e congestão nasal
. Nariz escorrendo e coriza
. Espirros
. Importante coceira nasal e também em ouvidos, garganta e céu da boca
. Diminuição do olfato
. Sensação de ouvido entupido e pressão nos ouvidos
. Secreção para a parte posterior do nariz podendo levar a tosse.

Toda rinite é de causa alérgica?

NÃO. A rinite alérgica é um tipo de rinite, a mais comum, porém não é a única. Existem diversos tipos de rinite e é importante para o tratamento adequado diferenciar entre esses tipos pois o tratamento também é diferente e deve ser individualizado.

A rinite alérgica é comum?

Muito comum. Entre 20-40% da população brasileira têm rinite, sendo mais frequente em crianças e jovens.

Diagnóstico

O teste para rinite alérgica é fundamental

Para o correto diagnóstico da rinite alérgica é OBRIGATÓRIO um teste alérgico. O prick teste pode ser feito no consultório médico no momento da consulta, é praticamente indolor e demora cerca de 15 minutos para o resultado.

Pode-se também solicitar exames de sangue como a IgE específica para determinada substancia alergênica. Com o resultado desses testes saberemos ao que você é alérgico podendo então recomendar medidas preventivas, tratamento dos sintomas e até imunoterapia.

Tenho rinite alérgica. Posso ter outras doenças alérgicas?

SIM. O paciente alérgico tem grande chance de desenvolver outras doenças alérgicas ao longo da vida.
– Conjuntivite alérgica. Os olhos ficam vermelhos, muitas lágrimas, coceira nos olhos e inchaço.
– Asma e bronquite. Falta de ar, tosse, dor no peito, cansaço, chiado no peito como um gatinho.
– Dermatite atópica. Coceira intensa na pele, pele seca, inflamada e que fica com machucados com facilidade.

Além disso, o paciente com rinite pode desenvolver complicações como sinusites, otites, tosse, dor de cabeça, fadiga e irritabilidade, baixa do rendimento na escola e trabalho, dores de garganta de repetição, distúrbios do sono.

Além disso, o paciente com rinite pode desenvolver complicações como sinusites, otites, tosse, dor de cabeça, fadiga e irritabilidade, baixa do rendimento na escola e trabalho, dores de garganta de repetição, distúrbios do sono.

Como se diagnostica os outros tipos de rinite e quem são elas?

Pode-se usar de outros métodos diagnósticos, como videoendoscopia nasal, tomografia computadorizada, exames laboratoriais, porém o principal é a história do paciente. Com uma avaliação clínica bem feita é possível diferenciar a maioria dos tipos de rinite:

Rinite infecciosa: é causada por vírus e bactérias. Nada mais que o resfriado ou gripe que todo mundo já teve. Pode evoluir para uma infecção bacteriana, a sinusite.

Rinite hormonal/gestacional: ocorre devido a alterações hormonais durante a gravidez, em algumas mulheres em fases do ciclo menstrual ou pelo uso de anticoncepcionais. Principal queixa é obstrução nasal.

Rinite por medicamentos: quem não conhece aquela pessoa viciada em neosoro ou naridrin? Pois bem, esses medicamentos, vasoconstritores tópicos, costumam levar o paciente a dependência por um efeito rebote. O remédio desentope o nariz porém pouco depois entope tudo outra vez. Alguns medicamentos orais também causam rinite.

Rinite por irritantes: Algumas substancias químicas e fatores físicos como ar frio e seco podem irritar o nariz e causar rinite. Você faz uma escova progressiva e tem rinite? É o formol da escova. Viaja para um lugar frio e seco e o nariz escorre? Normal, é um tipo de rinite. Cigarro, poluição, cheiro de combustível e perfumes também causam rinite.

Rinite emocional: em situações de stress físico ou mental e também durante o ato sexual algumas pessoas podem apresentar sintomas de rinite.

Rinite gustativa: algumas pessoas, principalmente idosos, podem ter importante coriza (nariz escorrendo) ao comer alimentos quentes ou picantes. Isso é um tipo de rinite.

Existem ainda outros tipo de rinite.

Ok, eu tenho rinite alérgica. E agora?

O tratamento da rinite alérgica é baseado em um tripé: Controle de ambiente, medicação e imunoterapia.

Controle de ambiente

Evite contato com as coisas que causam alergia. Poeira, mofo, pelos de animais, odores fortes;

-Quarto de dormir bem ventilado e ensolarado. Evitar travesseiro de pena. Use de espuma, látex ou fibra. Use capas de travesseiro e colchão antialérgicas. Limpar a cama e a roupa de cama com frequência;

  • Evite tapetes, carpetes, cortinas e almofadões. Dê preferência a pisos fáceis de lavar;
  • Evite colocar camas e berços justapostos a paredes com marcas de umidade;
  • Evite bichos de pelúcia, estantes com muitos livros e coisas que acumulem poeira;
  • Identifique e elimine mofo e umidade;
  • Evite usar vassouras e espanadores. Use panos úmido ou aspirador de pó cm filtro tipo HEPA. Afaste o alérgico de casa durante a limpeza;
  • Evitar animais de pelo e pena em casa, principalmente no quarto e na cama. Pode ter aquário e tartaruga;
  • Extermine baratas e roedores;
  • Não fume e não deixe que fumem na casa;
  • Mantenha o filtro do ar condicionado sempre limpo.

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Medicação

O uso de medicamentos é parte fundamental no controle dos sintomas da rinite alérgica

Soro fisiológico nasal:
Apenas água e sal, porém estudos mostram que pode melhorar em até 30% os sintomas da rinite. Barato, sem efeitos colaterais, todo paciente deve ter a rotina de lavar o nariz com soro fisiológico.

Corticóide nasal:
Principal remédio no tratamento da rinite alérgica. Melhora todos os sintomas da rinite e é praticamente sempre prescrito pelo alergista uma vez que é bastante seguro e eficaz. Seu efeito máximo pode demorar até 2 semanas para aparecer. Alivia também os sintoma de conjuntivite alérgica e asma.

Antialérgicos:
Na maioria das vezes são comprimidos ou xaropes que atuam rapidamente inibindo a reação alérgica, principalmente espirros, coceira e coriza. Bastante seguros por não conter corticóide porém os mais antigos podem causar sonolência. Usar sempre os mais modernos, de segunda geração, que não dão sono. Também melhoram os sintomas aculares.

Antileucotrienos:
São medicamentos que atuam na rinite e asma inibindo um grupo de moléculas inflamatórias chamadas leucotrienos. Por serem menos eficazes que os corticóides nasais são geralmente uma segunda opção no tratamento ou usados em associação com outros medicamentos.

Corticóide oral:
Melhora muito rápida de todos os sintomas porem com muitos efeitos colaterais a longo prazo. Usados por períodos curtos de tempo (5-7 dias) é geralmente bastante seguro e leva a uma melhora rápida.

Cromonas:
Efeito discreto nos sintomas da rinite e deve ser usado 4x/dia, não sendo pratico. Usado mais quando não se quer usar os corticóides nasais.

Vasoconstrictores tópicos.
O famoso neosoro ou aturgil. Melhora o sintoma de obstrução nasal na hora porem se usado por um período prolongado pode levar a dependência devido ao efeito rebote.

Veja bem que eu falei controle de sintomas e não cura da rinite, pois o que os remédios fazem é exatamente controlar o processo inflamatório e diminuir os sintomas e não atuam na causa da rinite. Quem faz isso é a imunoterapia
Imunoterapia:

Essa forma de tratamento já existe há mais de 100 anos e vem sendo aprimorada com o tempo.

Único tratamento que modifica a evolução natural da doença, atuando na causa da alergia (no processo imunológico) e não somente nos sintomas como os medicamentos habituais

Consiste em aplicar pequenas doses daquilo que o paciente tem alergia (alérgeno) no próprio paciente em doses progressivamente maiores levando a dessensibilização (diminuição da alergia)


Benefícios:

Proporciona uma melhora dos sintomas alérgicos a longo prazo. Mesmo após o termino da imunoterapia o paciente mantêm uma melhora dos sintomas por anos.

Previne a progressão para formas mais severas de alergia

Pacientes com rinite alérgica têm mais chance de desenvolver asma. A imunoterapia previne o desenvolvimento de asma

Previne também o desenvolvimento de novas alergias. Ex: paciente que é alérgico a ácaros e pode desenvolver posteriormente alergia a cão ou gato.

Diminuição da necessidade de medicamentos levando a economia financeira.

Melhora da qualidade de vida.



Indicação:
Recomendada para adultos e crianças com doenças alérgicas (rinite, conjuntivite, asma, dermatite atópica e alergia a picada de insetos).

A duração recomendada é de 3-5 anos de tratamento.

tipos de imunoterapia

Existem 2 tipos de imunoterapia aprovadas no Brasil. A forma sub cutânea (vacinas) e a forma sub lingual (gotinhas).

Imunoterapia subcutanea (vacina de alergia). É a forma clássica desse tratamento. O médico aplica no paciente a vacina com injeções bem pequenas. Normalmante inicia-se com vacinas semanas e aos poucos vai espaçando até vacinas mensais. As vacinas praticamente não doem e tem a praticidade da maior parte do tratamento, a fase de manutenção, ser apenas 1 vacina por mês. Indicada para a maioria dos adultos e crianças colaborativas.

Imunoterapia sublingual. A vacina e administrada na forma de gotas sublinguais. Todos os dias o paciente recebe 3 gotas sob a língua e não pode engolir por 1 minuto, para dar tempo dela ser absorvida pelos vasos sublinguais. Tem a vantagem de não ter agulhada porem da mais trabalho uma vez que tem que ser feita diariamente durante todo o tratamento o que pode levar ao esquecimento e acabar pulando algumas doses, comprometendo o tratamento.

As duas formas de imunoterapia tem ótimos resultados quando o tratamento é feito de forma correta, sem pular doses, sendo a escolha entre as duas uma opcão do paciente em conjunto com sem médico.

A imunoterapia tem efeito colateral?

Toda medicação pode ter efeito colateral e a imunoterapia não é exceção. Estamos administrando em seu corpo algo que você tem alergia, em doses pequenas e progressivamente maiores por segurança porém ainda assim você pode reagir a vacina provocando uma pequena reação alérgica. Pode ser apenas no local da aplicação levando a leve inchaço local, vermelhidão e dor devendo ser tratada com compressas frias e antiletárgicos. Mais raramente pode haver reação sistémica em que o paciente desenvolve uma crise alérgica logo após a aplicação do tratamento com espirros, coriza e olhos vermelhos. Deve-se tratar com antiletárgicos e sempre informar o seu médico posteriormente.

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